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6 passos para simplificar o backup na nuvem em sua empresa

Fazer backup dos dados é crucial para empresas de todos os tamanhos. No caso de um desastre, ter versões anteriores de seus dados corporativos, clientes e funcionários pode ser crucial para evitar um grande colapso. Por exemplo, digamos que sua sede corporativa fica inundada e todo o seu hardware é destruído. Um backup em nuvem de suas informações garantirá que, após uma breve reconstrução física, sua empresa possa estar funcionando novamente.

Além disso, fazer backup de dados permite que você volte a fazer o backup depois que o software de proteção de endpoint determinar que houve uma violação. Com uma combinação de software de segurança e backups regulares, você poderá detectar ameaças à medida que elas ocorrerem, expulsá-las da rede e, em seguida, reverter sua rede para seu estado mais recente e mais seguro.

Diante deste cenário, o presidente e CEO da Datacastle, Ron Faith, aconselha seis maneiras de simplificar os backups de dados e como eles ajudarão a melhorar seu negócio, independentemente do tamanho de sua empresa.

1. Automatizar backups

Você não quer ter que fazer o backup de dados manualmente toda vez que houver uma preocupação. O ideal é ser proativo e definir backups automáticos que ocorram em uma base constante e recorrente. Desta forma, não importa quando ocorrer um desastre, você sabe que há um backup preparado.

2. Procure por integrações

Para diversificar onde você armazena seus backups de dados, você precisará procurar dois ou três fornecedores sólidos. Quando estiver nessa busca, escolha fornecedores que integram com seus concorrentes e com a variedade de aplicações que você usa para conduzir seu negócio. Desta forma, se você precisa migrar bits e bytes de seus dados do fornecedor “X” e bits e bytes de um aplicativo, então você será capaz de migrar as informações na plataforma “Z”, sem ter que escrever um novo código no meio de um desastre.

3. Criar várias cópias em várias regiões

É importante criar cópias de seus dados em várias regiões, principalmente empresas que operam em diferentes regiões geográficas. Por exemplo, se sua empresa com sede em Nova York tem escritórios no Reino Unido e na Espanha, então você provavelmente deve ter várias cópias de seus dados armazenados em Nova York, no Reino Unido e na Espanha. Este processo protege contra desastres baseados em localização, bem como desastres de arquivos.

Para as pequenas empresas, aplica-se a mesma lógica. Embora você possa ter apenas um local, você ainda pode salvar várias versões de seus backups de dados e ainda pode diversificar onde e como os dados são salvos. A maioria dos aplicativos de backup de dados tem configurações que permitem automatizar o backup de seus dados em vários locais, portanto, muitas vezes é apenas uma questão de apontar e clicar.

4. Vá para a nuvem pública

A nuvem é uma opção mais barata do que armazenar arquivos localmente, mas também é muito mais fácil de usar, especialmente se você estiver trabalhando fora da infraestrutura de outra pessoa. Com nuvens como Azure e AWS, tudo o que você precisa se preocupar é gerenciar os painéis que a Microsoft e a Amazon fornecem. Eles vão lidar com a administração local e com problemas de recuperação de dados que sua equipe de TI teria que gerenciar. Se você optar pela nuvem híbrida ou privada, então você vai acabar gerenciando seu painel, bem como certos aspectos da nuvem e infraestrutura local; e isso tornará operação de TI mais complexa do que precisa ser.

5. Use o Google Analytics para identificar backups

Embora o backup e a recuperação já tenham sido considerados como um processo usado para corrigir a perda de dados após um desastre, o software atual permite que esses sistemas ofereçam serviços mais complexos e proativos. Por exemplo, se a empresa for solicitada a fornecer dados a autoridades legais, poderá usar um backup de dados e uma análise avançada para identificar os dados exatos necessários. Em seguida, você pode apresentar as informações enquanto sua empresa está funcionando, ao invés de desligar todo o seu negócio e entregar seus servidores físicos, laptops e smartphones, enquanto uma investigação ocorre.

6. Testes frequentes

Finalmente, certifique-se de testar seus backups de vez em quando. A maioria dos aplicativos de backup são quase completamente automatizados, por isso é fácil esquecer que eles estão funcionando, especialmente quando a maior parte desse trabalho está provavelmente acontecendo depois de horas. No entanto, é muito importante tomar 30 minutos de vez em quando e certificar-se de que os dados que você precisava ter feito backup estão sendo salvos, e que você pode realmente recuperar esses dados dentro do intervalo de tempo que você está esperando.

Só porque seus registros de backup indicam que um backup foi executado na data X no horário Y, não significa necessariamente que tudo esteja bem. A migração para a nuvem pode ter sido irregular ou interrompida ou talvez os arquivos que você salvou de alguma forma se corromperam.

Se você tem um funcionário ou equipe de TI em sua empresa, testes mensais são recomendados para o melhor equilíbrio entre segurança de dados e sobrecarga de carga de trabalho de TI. Mas, se você é um pequeno empresário sem equipe de TI, então você pode ser mais flexível com o seu cronograma de testes de backup, que poderão ser feitos no mínimo uma vez por trimestre.

Fonte: (Via) PCMag


Está prestes a acontecer uma revolução nos data centers, afirma Gartner

O Gartner, instituto de pesquisa e aconselhamento em tecnologia, afirma que as abordagens tradicionais de infraestrutura de TI estão lutando para acompanhar a digitalização contínua das empresas, uma vez que fornecedores novos e disruptivos estão trazendo tecnologias e modelos de negócios que mudam as regras do mercado de Data Center. O comportamento dos provedores de Data Centers é classificado pelo Gartner em três categorias: revolucionários, protetores e evolucionistas disruptivos.

Os revolucionários normalmente são novos no mercado de Data Center e trazem tecnologias disruptivas ou novos modelos de negócios – ou, na maioria dos casos, ambos. Essa categoria inclui startups como a Nutanix e a SimpliVity, além de nomes mais tradicionais como a Amazon Web Services.

Já os protetores representam o status quo. São os provedores tradicionais para infraestrutura de Data Center, como a Cisco e a NetApp, que têm como objetivo proteger sua base instalada e preservar a margem de lucro.

Os fornecedores evolucionistas completam o quadro, promovendo inovações e vantagens de custo a partir de mercados de tecnologia adjacentes. Entre os exemplos de empresas evolucionistas estão a Huawei, a VMware e a Hewlett Packard Enterprise, que, apesar de ser considerada protetora no mercado de servidores, é evolucionista em sistemas de rede.

Na Conferência do Gartner, os analistas debaterão que quanto mais valor agregado em infraestrutura e operações (I&O) de Data Center for entregue no formato de software junto ao hardware (commodity), mais diminuirá a competitividade para entrada no mercado. “Embora as equipes de I&O do Data Center normalmente sejam avessas aos riscos, a pressão cada vez maior para diminuir os custos de TI e a necessidade de aumentar a agilidade estão levando as empresas a buscarem soluções mais inovadoras”, explica Joe Skorupa , Vice-Presidente e Analista Emérito do Gartner.

Essas empresas são tipicamente privadas e frequentemente comandadas por executivos experientes que conseguem atrair grandes talentos e investimentos, além de terem habilidades para experimentar sem colocar em risco um negócio já estabelecido e suas fontes de receita. “A capacidade dessas organizações de experimentar modelos de negócios novos e adaptar suas ofertas às necessidades dos compradores, tanto para entrega como para consumo, permite que elas superem fornecedores maiores e já estabelecidos”, afirma o analista.

Ainda assim, a Conferência do Gartner mostrará que essas companhias enfrentam vários desafios, como baixa confiança por parte dos compradores, alcance limitado no mercado e ecossistemas pequenos. Segundo Skorupa, o brilho de uma ideia pode ser suficiente para uma aquisição de baixo valor por uma empresa tradicional do mercado, mas não é garantia de sucesso.

De acordo com o Gartner, apenas as organizações revolucionárias disruptivas que conseguirem entender melhor onde e como mudar nesse ambiente bastante dinâmico obterão sucesso. E esse número tende a ser baixo.

Os analistas abordarão na Conferência que os conselhos para o sucesso das empresas revolucionárias podem também ser considerados avisos para as organizações tradicionais. As companhias revolucionárias precisam diferenciar de forma clara a sua abordagem para resolver problemas de clientes por meio de uma combinação de produtos, serviços, modelo de negócios, entrada no mercado e estratégia de comunicação. Além disso, em vez de competir de modo acirrado, essas organizações devem buscar segmentos de mercado que permitam que elas sigam o caminho dos concorrentes para diminuir a incerteza e as dúvidas sobre a viabilidade dos seus negócios, além de minimizar as possíveis preocupações quanto às empresas tradicionais.

Os revolucionários devem ajustar rapidamente sua proposta de valor se ela não estiver de acordo com um mercado em evolução. É muito comum que esse perfil de organização se apaixone por sua tecnologia e se esqueça de ajustá-la às demandas do mercado. Ao mesmo tempo, alianças inovadoras com fornecedores, integradores de sistema e consultores já estabelecidos podem rapidamente melhorar a reputação e a capacidade de penetração dessas empresas no mercado.

A conferência do Gartner acontece nos dias 25 e 26 de abril, em São Paulo. Visite o site oficial para inscrições e mais informações sobre o evento.