E-Commerce


Brasil está entre os 10 melhores mercados mundiais de e-commerce

O Brasil é o único país da América Latina no TOP 10 do ranking mundial dos melhores mercados de e-commerce. As informações foram publicadas este ano pelo eMarketer e segundo a pesquisa divulgada, até 2018 o país deve manter a décima colocação. Em primeiro e segundo lugar estão, respectivamente, China e Estados Unidos da América.

O boom do comércio eletrônico no país trouxe uma enxurrada de lojas virtuais e com elas empreendedores cheios de dúvidas sobre como cativar e fidelizar um cliente perante tanta facilidade e concorrência na web. “Cada cliente tem a sua preferência para realizar o pagamento. Se ele faz a compra e, no momento de pagar, não encontra uma opção compatível com o que precisa, é quase certo que a venda não será concluída. E, além de oferecer diversas formas de pagamento, disponibilizar o parcelamento é fundamental”, afirma o especialista em Marketing Alexandre Fortes, da empresa Gerencianet.

O boleto bancário é a segunda forma de pagamento mais utilizada em compras na Internet. Ele é uma opção para quem não trabalha com cartão de crédito, para aqueles que têm pouca afinidade com compras online e também para quem prefere a segurança do papel impresso ao pagar as contas. O boleto também é bastante popular por se tratar de um pagamento à vista e, geralmente, contar com descontos especiais.

Já o cartão de crédito é indispensável em qualquer negócio eletrônico. Além de ser vantajoso tanto para o vendedor quanto para o comprador, ele representa a forma mais utilizada para fechar negócios on-line não só no Brasil, mas no mundo. Ele é atrativo para os clientes por proporcionar um parcelamento em muitas vezes, sem a cobrança de juros. A opção de pagamento com cartão de crédito também favorece os vendedores, reduzindo a inadimplência.

Com a automatização dos dias de hoje, o empresário tem a opção de terceirizar o serviço de cobrança, podendo oferecer mais opções, economizando tempo e contando com a experiência de uma empresa especializada no assunto. A contratação de um intermediador de pagamento traz infinitas vantagens ao empreendedor. Um dos benefícios, por exemplo, é o controle de fraudes no sistema de pagamento. “Além de deixar todo o trabalho de cobrança para a empresa, o empresário tem a segurança de saber que todas as transações passarão por uma análise antifraude, evitando prejuízos ou problemas para receber o dinheiro”, explica Fortes.


Cinco erros mais comuns na hora de reformular um site

Por Rafael Damasceno* 

A decisão de uma empresa em reformular o seu site, seja ele um e-commerce, um guia de notícias ou apenas um portal para apresentar uma prestação de serviços, deve partir de um objetivo principal que é o de gerar vendas e contratações. Objetivo esse que muitas vezes se perde no caminho, seja por falta de atenção ao que realmente importa, por focar os esforços de equipe e verba em alterações que pouco afetarão a decisão de compra do cliente ou até mesmo de não testar as alterações que podem dar muito errado.

Diante disso, listei os cinco erros mais comuns que encontro na hora de reformular um site:

1 – Otimizar visando o aumento de tráfego e se esquecer da conversão: visita é custo. E um dos erros mais comuns são de empresas que utilizam todo o seu esforço, tanto de colaboradores, quanto de verba, apenas para conseguir mais tráfego. É preciso pensar no que vem depois que o cliente é atraído, pois se o possível cliente não tiver uma boa experiência, não há marketing que faça ele voltar. Neste caso, é essencial pensar e planejar todo o site e o caminho em que ele irá percorrer. Não caia na vaidade de focar apenas nas métricas de engajamento, nem sempre ter mais visitantes resulta em um maior faturamento;

2 – Publicar alterações sem testes: imagine uma empresa que anuncia a reestruturação do seu site e após alguns dias, descobre que o antigo gerava melhores taxas de conversão. Enquanto assiste as vendas caírem, essa empresa percebe que o novo site, mais bonito, não é funcional. Sim, isso existe e é muito comum. É importante fazer e rodar todos os testes possíveis. Testes A/B, em que o modelo atual e o alterado do site são exibidos cada um para uma parcela de quem o acessa, podem dar uma visão inteligente de todas as correções que devem ser feitas antes do lançamento;

3 – Copiar o concorrente sem saber se ele entende o que está fazendo: olhar e monitorar seus concorrentes pode te dar sinais de caminhos e movimentos de mercado. Porém, na hora de cuidar do seu site, saiba que cada um deles possui sua personalidade e, principalmente, seu contexto próprio. Evite copiar seus concorrentes, é como colar em uma prova sem saber se o seu colega estudou;

4 – Cuidado com o efeito do hall de cinema: pesquisadores descobriram que, independente das ações promocionais que os donos de cinema implementavam em seus halls para influenciar as pessoas a assistirem um determinado filme, nada disso conseguia influenciar seus frequentadores na escolha. A razão para isso é o fato de que a maioria das pessoas escolhe qual filme assistir antes mesmo de chegar ao cinema. Ou seja: decorar o hall do cinema é uma ação de marketing pouco útil. Algo semelhante acontece em vários sites quando os responsáveis por eles acreditam, sem embasamento confiável, que se uma determinada área for “melhorada”, suas conversões irão aumentar. Entretanto, é muito comum descobrir, tarde demais, que tal área exercia pouca ou nenhuma influência no processo de decisão do cliente. Consequentemente, independente da melhoria feita ali, praticamente nenhum resultado será notado nas conversões do site. Ou seja: perda de tempo e dinheiro;

5 – Quem acessa via mobile pode ter um objetivo diferente: muitos sites recebem a maior parte de seus acessos de usuários utilizando aparelhos celulares. Porém, o que mais vejo por aí, são sites que cometem o grave erro de apenas se adaptarem para navegação mobile através dos layouts chamados “responsivos”. Sites que conseguem ter uma alta performance em mobile, costumam ter um site próprio modelado exclusivamente para celulares, totalmente independente de sua versão “normal” para desktops. Portanto, entenda e ofereça a melhor experiência para aquilo que o seu usuário procura independente de qual plataforma ele utiliza.

* Rafael Damasceno é CEO da Supersonic, empresa 100% focada no aumento das taxas de conversões de sites